Indiferente. Foi assim que ela se mostrou ser no primeiro instante em que nossos olhares se cruzaram. Nada falava; nada pensava; somente observava. Observava cada passo, cada gesto que eu fazia. Parecia que estava tentando gravar e nunca mais esquecer aqueles graciosos movimentos formados a partir de uma suave dança que outrora aprendi.
Pessoas foram chegando, e uma multidão foi se formando. Perdi-a de vista. Não sabia seu nome e estava torcendo para reecontrá-la. A música parecia está cada vez mais alta, estava completamente conectada à ela. Dançava sentindo as batidas. Já não pensava mais no mundo exterior, encontrava-me somente com meu Eu.
Após alguns minutos de dança, viro-me à direita e, novamente, vejo-a. Dessa vez, ela estava mais próxima de mim, bem mais próxima. Fiquei parada, paralizada, olhando-a somente. Os olhares foram correspondidos, e ela vinha em minha direção. Fui ao encontro dela.
Não sabia o que dizer. Fiquei apenas encarando-a a uns dois metros de distância que nos separavam. Meus lábios fizeram um movimento para o canto esquerdo; dei-lhe um sorriso. Ela deu-me outro. Por dentro, meu coração estava bastante acelerado, parecia que ia sair pela boca. Ela aproximou-se de mim e, juntas, pussemos-nos a dançar. Fora a melhor noite de todos os tempos. Creio que foi o começo de um longo romance que estava prestes a acontecer...
(Talvez continue.)
Fecho aqui ao som de Lykke Li - Dance Dance Dance. d-.-b
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
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